HOJE É MEU ANIVERSÁRIO UHUUUUUUUUUUU
ESSE TEXTO EU FIZ ESPECIALMENTE PRA MIM:
A MENINA
Sentada na calçada de uma rua vazia, a noite caía gelada e ainda era possível ver o vestígio de chuva que havia caído durante o fim de tarde.
Ela estava lá com seu cachecol em volta do pescoço, cabelos soltos contra o vento gélido que soprava em sua pele cor de terra,
ela estava lá com as mãos entre as pernas sentada na calçada com seu olhos fechados.
Se alguém passasse provavelmente nem a veria, ao que era uma coisa comum, mas ela nao deixava de existir.
Naquele momento ela era um corpo, mas não só este, um corpo com vida, sonhos, sentimentos.
Sua mente estava um turbilhão, e no caminho de casa vindo do trabalho resolveu sentar naquela calçada pra pensar.
Sua imaginação era o único lugar que podia sentir-se segura, então fechou os olhos repreendeu toda a tristeza e foi pro seu lugar preferido,
imaginou um lugar onde não haviam crianças sem família, pais maltratando seu filhos, pessoas sentindo fome, frio,
tanta miséria, medo, e pessoas egoistas e maldosas.
Imaginou um lugar belo, onde tudo tinha cor além do cinza, tudo podia ser colorido, inclusive o sorriso das pessoas.
Então sentiu uma, duas, três gotinhas de chuva, e assim foi indo até que começou a cair uma GRANDE TEMPESTADE.
A menina abriu os olhos assustada, levantou-se da calçada e com as mãos no bolso se pôs a correr pelas ruas desertas, vazias...
5 de junho de 2009
19 de março de 2009
REVOLUÇÃO JÁ!

Dos becos da perferia há de vir uma voz que grita contra o silêncio que nos pune. A voz que galopa contra o passado pelo futuro de todos. Pela arte e pela cultura no subúrbio, pela universidade e pela diversidade.
Contra a arte patrocinada pelos que a corrompem. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico. A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.
Sejamos pois, a favor da posia periférica que brota na porta do bar.
A favor do teatro que não venha do ter ou não ter. A favor do cinema real que não iluda. Das artes plásticas que querem substituir o barraco de madeira. Da dança que desafoda. Da música que não embala os adormecidos.
Da literatura das ruas despertando nas calçadas. Pela periferia unida, no centro de todas as coisas.
Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais de que a arte vigente não fala.
Contra a surdez e a mudez artística. Pelo artista que não compactua com a mediocridade. Por um artista a serviço da comunidade, do país, um artista que por si só exercita a revolução.
Contra a arte domingueira que a televisão defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona. Contra a barbarie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para acesso ao que há de bom na produção cultural.
Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Contra um sistema que precisa de carrascos e vítimas.
Contra o artista serviçal escravo da vaidade. Contra os vampiros das verbas públicas para a arte privada.
A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.
Enfim, por uma periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor. É tudo nosso!
Miami pra eles? Me ame por nós!!!
Trecho do manifesto da primeira semana de Arte Moderna da Periferia - Sergio Vaz
7 de janeiro de 2009
Loucura
03:32 da manhã e não ouço sinos, nem carros, nem latidos
Não ouço nem um ruído muito menos minha própria respiração
De repente um tormento puxa meu corpo pra baixo
Estou num precípicio impiedoso e dolorido que me suga
Suga meu coração, suga meu rosto, suga minha verdade
Estou presa em minha própria teia pesada e desvairada
O que há em mim?
O que tem de errado comigo?
A loucura é minha única confidente, minha única verdade e minha única esperança.
Não ouço nem um ruído muito menos minha própria respiração
De repente um tormento puxa meu corpo pra baixo
Estou num precípicio impiedoso e dolorido que me suga
Suga meu coração, suga meu rosto, suga minha verdade
Estou presa em minha própria teia pesada e desvairada
O que há em mim?
O que tem de errado comigo?
A loucura é minha única confidente, minha única verdade e minha única esperança.
6 de janeiro de 2009
Ali estava disparando contra as nuvens sua imaginação
Orvalho pelas plantas, grama pelo chão
Sua cabeça estava em paz, seu sorriso sempre brilhando
Pois tinha um amor, um amor verdadeiro e brando.
Nem chegavava ter certeza se tudo era real
Pois era como mágica, era sobrenatural
Se sentia como o símbolo do céu e pura sorte
Jurou que amaria até a morte
Mas um dia num impasse descobriu o que não queria
Seu amor se transformou em pura agonia
Não reconhecia mais, procurava seu mundo e não encontrava
Seu coração tão doente ficou que desabrochou
E ainda está por aí tentando entender
O que aconteceu, deveria acontecer?
Um sorriso tão brilhante se apagou
E neste coração somente saudade restou.
Orvalho pelas plantas, grama pelo chão
Sua cabeça estava em paz, seu sorriso sempre brilhando
Pois tinha um amor, um amor verdadeiro e brando.
Nem chegavava ter certeza se tudo era real
Pois era como mágica, era sobrenatural
Se sentia como o símbolo do céu e pura sorte
Jurou que amaria até a morte
Mas um dia num impasse descobriu o que não queria
Seu amor se transformou em pura agonia
Não reconhecia mais, procurava seu mundo e não encontrava
Seu coração tão doente ficou que desabrochou
E ainda está por aí tentando entender
O que aconteceu, deveria acontecer?
Um sorriso tão brilhante se apagou
E neste coração somente saudade restou.
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