30 de setembro de 2008

Outubro


Vou furar minhas veias com agulhas

Cortar os pulsos só pra sentir a vida que corre, sem anestesia, sem sedativo...

Quem sabe assim esqueço da morte

Não quero que ela venha buscar, mas quero ir pra outro lugar

Chega de confusão, minha cabeça tá um turbilhão

São tantas coisas, tantas medidas, tantos cálculos e eu não sei nem por onde começar

Tanta coisa no mundo, tanta calçada e eu sem poder caminhar

Vou fechar os meus olhos mas não vou dormir

Vou gritar ate ficar rouca, chorar até o olho inchar

Depois vou fazer uma carta de despedida, com poesias , palavras bonitas pra poder me matar...


Amanda Oli